TESTE: XRE 300 abs

O Portal D. Moto testou a versátil XRE 300 abs numa região litorânea e com bastante estradas de terra batida e pequenas trilhas, onde chamou bastante a atenção

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em Pedrinhas

A pequena trail é um tanto alta para pessoas com menos de 1,70 de altura, já que terão de ficar só com as pontas dos pés no chão com ela parada. Para esses o problema pode ser solucionado com algumas adaptações, embora a moto perca um pouco de suas características originais. 

No quesito beleza você leitor é quem dará a palavra final, já que cada um tem um gosto pessoal intransferível. O modelo 2014 é a mesma do ano anterior, salvo algumas diferenças no grafismo e um tanque de combustível, com 13,5 litros.  

motor xre

Com seu motor de 291,6cc refrigerado a ar, aguenta bem as estradas de terra mais difíceis, como o trânsito nas grandes cidades. Claro que nas rodovias tem suas limitações, dando para sentir que ela pede um pouco mais de potência para alcançar maiores velocidades.

É preciso de algum esforço para conseguir viajar em velocidade perto dos 130km/h, sem forçar o motor em demasia. O câmbio, pelo menos, não deixa o piloto na mão: é preciso e fácil de opera-lo.  

na trilha

As cinco marchas da “bicuda” são bem escalonadas, o que garante bastante torque nas subidas fortes de terra e nas estradas asfaltadas. Nos trechos de asfalto ela fez uma média de 29km/l de gasolina, caindo para perto de 27 km/l nas estradas de terra e pequenas trilhas. (não testamos a XRE com álcool)   

 

abs

Na hora de parar a pequena trail dá um show com seu ABS. O modelo testado estava equipado com o freio nissin “combinado”, bastando pisar na alavanca de freios do pé para acionar, ao mesmo tempo, o freio traseiro e um pouco do dianteiro. A frenagem é segura e precisa. 

Nas pequenas trilhas e estradas precárias, com pedregulhos, areia e piso escorregadio na mata fechada, se saiu muito bem, afinal seu conjunto ciclístico é bem projetado e leve.  

pneus

Calçada originalmente com pneus tendentes ao off road, com aro 21” na frente e 18” na traseira, sente-se bem nas pistas ruins, mas vibra bastante no asfalto liso por causa dos gomos. Buracos e valetas também não são obstáculos para as suspensões. 

O painel de controle é pequeno, totalmente digital e tem todas as informações necessárias ao piloto. Tacômetro, velocímetro, odômetro parcial e total, relógio, nível de combustível e controle do abs destacam-se com simplicidade e eficiência numa única peça bem projetada e firme. 

 

farol

 

Nem a noite a XRE decepciona, já que o farol, com lâmpada 60/55W, garante uma boa iluminação tanto no facho alto como no baixo. Sua lanterna traseira, luz de freio e setas dão bastante segurança ao piloto durante a noite.

Em resumo, a moto se saiu bem em todas as circunstâncias, obviamente dentro dos seus limites de suas 300cc.

 

 Texto e fotos: Marcos Duarte

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Jornalista, advogado e editor do Portal D Moto, já foi colaborador da Revista Moto Adventure e do Portal Damas Aladas, trazendo imagens e textos dos mais diversos segmentos do motociclismo, já que pilota há mais 44 anos.

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