Nas curvas da Serra da Macaca, no Parque Carlos Botelho

O final de semana prometia e não deixamos por menos. Com tudo preparado desde a sexta feira a noite, no sábado pela manhã a missão era apenas abastecer a moto e sair por aí..

Já tínhamos destino certo: O Parque Ecológico Carlos Botelho, localizado na Serra de Paranapiacaba, mais conhecida como Serra da Macaca, dado a grande quantidade de plantações de banana que desaparecem da vista, subindo e descendo as montanhas da região. 

Recém inaugurada em nov/2015, a rodovia SP139 foi repavimentada com cerca de 10mi de blocos de cimento intertravados, que permite escoamento de água e a não retenção de calor, nos seus 33km de extensão dentro do Parque Estadual.

 


INDO AO PARQUE CARLOS BOTELHO


 

Seguimos direção de Sorocaba/SP pela Rod. Raposo Tavares e na altura do “CEASA” alçamos o viaduto com destino a cidade de Salto de Pirapora, trafegando inicialmente por um trecho em obras (bem perigoso), com uma alternância entre pista dupla e simples, tratores, terra vermelha e muitos veículos que não gostam de respeitar sinalizações e velocidades compatíveis. 

Até Salto de Pirapora são apenas 17km por esse percurso e felizmente foram poucos os kms em recuperação, pois uma pista dupla em excelentes condições se despontou a nossa frente. Pena que a alegria durou pouco, pois o trecho até Pilar do Sul era agora todo em pista simples, com pavimentação bem desgastada e sem acostamento. 

27kms é a distância entre essas duas cidades, o que demorou bem pouco tempo para serem vencidos com nossa Transalp 700 carregada. O cuidado maior fica por conta das inúmeras propriedades rurais e pequenas habitações ao longo do caminho, já que frequentemente veículos deixam esses lugares e adentram a pista sem muita parcimônia, trazendo susto aos pilotos e motoristas desavisados. 

A partir de Pilar do Sul teríamos mais 35km até a cidade de São Miguel Arcanjo, mas somente passaríamos em suas imediações. Desse ponto, rodando mais uns 20kms, chegaríamos na entrada do Parque Carlos Botelho, junto ao seu núcleo administrativo. 

Com o Parque bem próximo, a ideia era dar uma paradinha para um lanche rápido, pois não sabíamos se encontraríamos algum lugar para nos alimentarmos na área oficial da reserva florestal que entraríamos. A pedida foi importante, pois o Parque é completamente estéril em matéria de alimentação. 

Esse trecho a partir de São Miguel é considerado um “caminho de romeiros”, já que há caravanas até a cidade de Iguape por esse trajeto, seja de cavalo, bike, a pé, etc. É nesse mesmo trecho que se concentram inúmeras vinícolas artesanais, muitas delas abertas ao público para degustação. Até deu vontade de parar, mas deixamos para outra oportunidade. 

Entre a vegetação pudemos vislumbrar “comida a vista”, pois via-se várias placas indicativas dos pratos da região, entre eles o “bolinho de frango”. Não deu outra, mesmo com o sol a pique fomos experimentar num lugarzinho encantador, que havia sido inaugurado há menos de um mês. E tome bolinho de frango.

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VIAGEM DE IDA 

 


NO PARQUE CARLOS BOTELHO


Mal chegamos e percebemos que a brilhante proposta de passar um final de semana num lugar tranquilo como aquele não era só nossa. Enquanto preenchíamos a ficha para poder continuar transitando pela Rodovia SP139, no interior do Parque, um grupo de motociclistas de Sorocaba encostou logo atrás. 

Sem surpresa, percebemos que era um passeio clássico dos amantes das Harley Davidson, com cerca de dez motos de vários modelos, desde as 883cc as V-ROD, toda incrementada. Um dos motociclistas foi receptivo a nós e propôs fazer fotos nossas, enquanto pilotávamos “serra abaixo”. 

Com esse grupo seguimos por vários kms, mas eles acabaram ficando num dos inúmeros “balneários improvisados na mata”, onde há piscinas naturais rente a estrada. Nesses lugares, estacionamentos oficiais e rústicos permitem o desfrute da natureza, sem deixar os veículos incomodando na pista, quiçá causando acidentes. 

Depois das despedidas voltamos a pilotar em direção ao Núcleo Sete Barras, no trecho baixo do Parque Carlos Botelho. Entre as incontáveis curvas do caminho, a surpresa ficava por conta das imensas (mesmo) lombadas, com quase 1m de altura e cerca de seis de comprimento. Estranho? Nem tanto. 

O objetivo dessas incontáveis “lombadas” é triplo: O primeiro objetivo é que serve como redutor de velocidade, pois passar por eles de forma desatenta e em alta velocidade, faz o veículo praticamente voar, já que seu peso fica praticamente zero no topo. Contamos tal fato pois aconteceu conosco uma vez só (nas outras ficamos bem atentos). 

O segundo objetivo é o escoamento de águas pluviais sob essas lombadas, já que na verdade trata-se de um grande duto, com suas cabeceiras prontas para receber águas em épocas de chuvas, de modo que ela não inunde a pista e prejudique a dirigibilidade. 

O terceiro objetivo é o mais sagrado e o motivo principal que fez com que tais “lombadas” fossem construídas daquela forma: o acesso de pequenos e médios animais entre os dois lados da pista, sem que corram risco de atropelamento. Há dezenas e dezenas delas no percurso do Parque. 

E não é só isso. Com a mesma quantidade das lombadas, muitos acessos suspenso entre árvores dão oportunidade aos animais para transporem as pistas sem o risco de acidentes. Macacos, quatis, roedores e outros utilizam essas “passarelas” de forma mais regular que nós humanos, de forma que não vimos um único caso de atropelamento. Poderíamos aprender com eles. 

O trecho oficial da rodovia SP 139, dentro do Parque Carlos Botelho, é de 33kms. Na parte baixa da serra, exatamente junto a cancela de controle do Parque, encontramos outro grupo de motociclistas, prontos a curtirem o que acabamos de curtir. É também junto com essas cancelas que está sediado o Núcleo Sete Barras, com inúmeros atrativos e que seria explorado por nós na manhã seguinte, já que no momento continuaríamos até a cidade de Sete Barras.  

      

 


RUMO À SETE BARRAS


Depois das identificações para sair do Parque, rumamos direto para Sete Barras, que dista cerca de 27km dali, pela mesma rodovia. O calor era bastante forte e seguimos firmes rumo ao nosso destino, para um bom banho e almoço. 

Entretanto, no percurso entre os Bairros de Mamparra e Ribeirão da Barra flagramos um acidente envolvendo duas motocicletas: Uma, que tinha passado por nós minutos antes, e outra (Bros 125), que estava toda espalhada a beira da pista, sendo o piloto socorrido por um automóvel e outra moto que passava pelo local. 

Nessas horas verificamos a falta que faz uma proteção adequada, mesmo para rodar 3 ou 4 km, como fazia o rapaz ferido. Segundo ele, foi sumamente fechado por um “gordo que seguia numa Dafra branca”, minutos antes. Como todos se conhecem por ali, menos o acidentado que era de fora e estava na casa de parentes, logo souberam de quem se tratava. 

Por uma questão de justiça, bom que se diga que quando encontramos com o tal piloto da Dafra, minutos antes de ter visto o rapaz acidentado, esse passou a impressão de alguém bastante imperito em pilotagem, praticamente “dançando” na pista com a moto. Mas, que não ponham a culpa na moto…  

       

 


EM BUSCA DE COMIDA E POUSO EM SETE BARRAS 


Chegamos em Sete Barras no meio da tarde, com uma fome danada e com vontade de achar algum lugar para ficar aquela noite. Refeição não foi o problema, mas pousada… Pergunta daqui, fuça de lá e as respostas eram sempre as mesmas: “Siga para Registro, é um “pulinho” e está cheio de hotéis por lá”. 

Esse não era nosso programa e insistimos mais, até que um comerciante de água e gás nos indicou uma “pensão”. Segundo ele as opções eram duas: em frente da rodoviária, em cima de um bar, o dono alugava umas camas… ou na pensão. Indagamos sobre a melhor opção e ele foi pronto: A pensão.  

Lá fomos para a dita pensão, que na verdade se tratava de um casarão imenso, construído no começo do século passado e praticamente abandonado depois disso, como todas as demais casas daquela rua. Bati e um rapaz me atendeu muito bem e disse que iria chamar seu irmão. 

Aguardamos ali mesmo, não sem antes tirarmos toda a vestimenta de proteção, luvas e capacetes, quando uma pessoa de seus 45 anos se aproximou de maneira calma e disse que ali era a “Pousada Garça Branca”. Confessou que tinha quarto, mas não suíte, e nos convidou para conhece-la. 

Casarão simples, mas muito bem cuidado. Ofereceu-nos um quarto com vista para o Rio Ribeira do Iguape, que passava em frente da Pousada. A construção tinha três ou quatro andares, todos improvisados com o passar do tempo, e tinha saída para os fundos. Gostamos bastante do atendimento e ficamos. 

Depois de refrescados por um bom banho gelado e com toda a tralha devidamente acomodada no nosso quarto, saímos para conhecer melhor a cidade ribeirinha e comer alguma coisa com urgência, afinal já era tarde e não tínhamos almoçado ainda. Ficamos nuns salgadinhos na padaria, pois nada mais havia aberto para refeições naquela hora.  

      

 


RENOVANDO NOSSA “AUR@”


De retorno a “pensão”, pudemos travar contato mais estreito com seu proprietário, Robson Bonifácio, que é originário do Rio de Janeiro. Segundo ele o lugar não é bem “uma pousada”, mas faz as vezes de uma, já que a cidade não tem hotel. 

Que na verdade lá é uma mistura de pensão, pousada, hotel, abrigo, escola de música, educandário entre outras coisas. Que lá vivem ele e família, alguns parentes, adolescentes abrigados pela Justiça, formando todos uma família afim, sendo que acabamos por conhecer alguns deles. 

No edifício concentra sala de aulas, refeitório, duas cozinhas completas, apartamentos individuais, Sala de Tv e atividades, etc. Segundo Robson, tempos atrás passou a usar o prédio abandonado para morar com seus familiares e com o tempo os “agregados” foram chegando. Não tinha ideia da instituição que tinha acabado de criar ali, hoje denominada AUR@ .

Comenta que anos atrás o preconceito contra eles era imenso, pois muitos vieram de clínicas de recuperação, etc,  mas que com o passar do tempo acabou ganhando a estima dos moradores e até receberam como presente o atual prédio da “pensão”, já que estava quase destruído e abandonado, e as reformas feitas por Robson valia mais que a propriedade. 

Hoje a instituição Aur@ (Associação União Racional), comandada por Robson, tem por objetivo a integração social através da cultura, e desenvolve muitos talentos e eventos no município, independente de religião, cor da pele, profissão, etc. A analisar pelas poucas pessoas que tivemos contato naquele dia, dizemos que está dando certo mesmo. Quer saber mais? Visite o Facebook da instituição ou pesquise na internet sobre a “União Racional”.  

     

 


NA BALADA EM SETE BARRAS


A noite calorenta havia chegado e era hora de sair um pouco e cutir a vida noturna de Sete Barras. Onde seria o “point” da cidade? Questionado, Robson disse que administrava um quiosque ali mesmo, na beira do Rio, mas que o movimento grande da cidade era na Praça da Matriz. Lá fomos nós. 

Várias lanchonetes mantinham suas mesas nas calçadas e o som alto com as luzes coloridas enfeitavam o ambiente. Era ali, nessas duas ou três lanchonetes, sorveterias e trailers de lanche; além da Praça e do coreto, que acontecem os “encontros” da cidade. Ali muitos se conheceram, casaram e tiveram filhos que hoje também frequentam lá. 

Estacionamos a moto em frente a Igreja Matriz e fomos de um a um conhecer o local. Conversa vai, conversa vem, percebemos que a concentração de pessoas era mais de pré adolescentes, já que os mais jovens prefere dar uma esticadinha até a vizinha cidade de Registro, com muito mais opções. 

De nossa vez optamos por deixar a Praça e curtir algum lugar mais reservado, ainda que apenas para um lanche de final de noite. Optamos pelo Sabor Caseiro, duas quadras da Matriz, na mesma avenida. Ali sim. Boa comida, ambiente sossegado, atendimento esmerado, lugar agradável, limpo e vistoso. As opções eram grandes, desde ao “a la carte”, como pizzas e lanches. 

Certamente é o local preferido por aqueles que querem discrição, atenção e bom gosto. Pedimos um lanche especial segundo o cardápio, mas até um tanto trivial para nossos hábitos normais: um Xburguer+egg+bacon. O que veio foi imensamente delicioso e bem feito e só conseguimos fotografá-lo, depois de ter comido a metade. O preço? R$8.0. 

Como estávamos de moto, resolvemos não arriscar e pedimos apenas uma cerveja long neck e depois uma soda limonada, para disfarçar um pouco. De qualquer forma, a distância da Pousada ao Restaurante não era maior que uns 800mts. Barriguinha aconchegada, era hora de dormir pois o dia seguinte seria repleto de aventuras. Boa noite.  

      

UM TOUR PELA CIDADE 

  


NÚCLEO SETE BARRAS – PARQUE CARLOS BOTELHO


Deixamos a cidade pela manhã, não sem antes abastecer nossa máquina. Por coincidência encontramos no Posto de Combustíveis mais duas motos (V-Strom) prontinhas para viagem. Numa delas um casal iria em direção de Juquiá e depois Cananéia, etc; e na outra gaúcho Ângelo, que nos acompanhou quase o dia todo.   

Seguimos contornando o mesmo percurso do dia anterior, até o Núcleo Sete Barras. Um guarda abriu a porteira e pudemos guardar seguramente nossa motocicleta no Parque. Preço do estacionamento e do ingresso? Zero. Mas vá com calma, há projeto para cobrança de R$13.0 para os próximos dias, além de estacionamento. 

Moto guardada, roupa de caminhada colocada e lá fomos nós para a trilha da Figueira, com uma extensão de cerca de 1,5km. No final dela pudemos contemplar uma imensa árvore, com mais de 200 anos de existência. Dava quase para se sentir como no filme Avatar. 

A trilha continua daí por mais outros 5km, em direção a duas cachoeiras: Do Ribeirão Branco e do Travessão. No entanto é vedado o acesso à esses lugares paradisíacos sem a presença de um monitor, que teria que ser providenciado um dia antes, pelo menos, diretamente no Núcleo Administrativo, na outra extremidade do Parque. 

Pelo que vimos as pessoas respeitam isso, posto que no Parque há somente um monitor (Sr. Ademar), com mais de 32 anos de serviço no lugar, e ninguém poderia fiscalizar a entrada ou não de pessoas nesses lugares. De nossa parte não nos atrevemos a avançar o sinal e a confiança depositada. 

Muitos avisos alertam sobre os perigos constantes e o visitante tem que assinar um termo de responsabilidade na sua chegada. Depois de cumpridas essas formalidades, caminhamos alegres pelas trilhas frescas. 

Com o passar do tempo percebemos mais pessoas chegando para as diversões comuns, entre elas nadar com os peixes nos diversos pontos do riacho que corta o imenso Patrimônio Estadual. Não fizemos de rogados e também fomos curtir essa gostosura. 

Depois de uma ponte pênsil bem cuidada, abre-se uma clareira com bancos de madeiras dispostos de forma regular, e uma imensa piscina natural, com uma placa indicando que parte dela é extremamente funda e perigosa, portanto, para que fosse usada com cuidado. 

Não é permitido o uso de bebidas alcoólicas no interior do Parque, tampouco fogo para churrasco. Os lanches podem ser servidos normalmente, mas a recomendação é para que se leve tudo de volta e não deixe lixo no caminho. Ao que parece tem sido respeitadas essas orientações. 

Não esperamos muito e também entramos na água do Parque. Fria no começo, deliciosa minutos depois. A sensação maior é nadar num imenso cardume de lambaris curiosos, que não se acanhavam com nossa presença. Ao contrário, vinham beliscar nossas pernas e posar para as fotos subaquáticas. É, o rio está para peixe. 

Como não levamos “cesta de pic-nic”, acabamos filando boia nas cestas de outros que por lá estavam, carregados de guloseimas. De nossa parte, restringimos a levar apenas água em garrafas e alguns lanchinhos e barras de cereais. 

Passamos toda a manhã envolvidos entre a floresta úmida e o riacho, no qual podíamos andar por centenas de metros, com a água não acima dos joelhos. Por volta das 14 horas deixamos o Núcleo Sete Barras, em direção do Núcleo São Miguel Arcanjo.  

     

NO PARQUE 

  


RUMO AO NÚCLEO SÃO MIGUEL ARCANJO – PARQUE CARLOS BOTELHO


No percurso ainda pudemos dar uma paradinha num ponto da estrada onde se pratica boia cross, e onde se pode nadar praticamente ao lado do guard-rail. Para a atividade do boia cross o candidato tem que enfrentar uma trilha de cerca de 2km, subindo e descendo uma montanha, para depois voltar ao ponto de partida, descansando numa boia de borracha. 

Ficamos entretidos algum tempo nesse lugar, mas havia muito à ser visto e o dia logo terminaria. Contornando mais uma vez as inúmeras curvas da SP-139, agora em direção ao alto da Serra de Paranapiacaba, em pouco tempo chegamos ao “fim da linha”: a cancela da estrada e o Núcleo S. Miguel Arcanjo. Optamos pela segunda alternativa. 

Nesse núcleo é mantido a Administração geral do Parque, com grandes espaços para acolhimento de turistas, bem como auditórios especiais, salas educativas e as trilhas da Represa e do Taquaral. Pena que não pudemos desfrutar dessas belezas, pois o tempo urgia. 

É inegável a importância desse Parque para todo o Brasil. Se na parte baixa, na cidade de Sete Barras, vamos encontrar o Rio Ribeira do Iguape, em seu percurso final dos 470 km de sua extensão, na parte alta do Parque, na Região entre São Miguel Arcanjo, Eldorado e Apiaí, vamos encontrar a nascente do Rio Paranapanema, tomando rumo oposto em seus 929km de extensão.

      

 


O RETORNO


O único incidente da viagem ficou por conta da queda da Transalp, na cidade de Sete Barras. Para fazermos filmagens de ruas das cidades visitadas, costumamos pilotar em baixa velocidade com a GoPro sobre o capacete. Numa das subidas íngremes, em frente da Prefeitura, ao fazermos uma curva para retornarmos, o pneu escorregou na grama recém cortada e espalhada pelo chão. Prejuízo? Nenhum, salvo o orgulho ferido. Levantar a moto, nessas circunstâncias, contou com o auxílio de transeuntes. 

Parque Carlos Botelho

 

Como tudo que é bom dura pouco, chegou a hora de deixarmos esse lugar magnífico e voltar para nossas moradas. E essa volta tem que ser bem administrada pelo visitante, pois a rodovia SP-139 simplesmente fecha no final do dia e não há como voltar até a manhã seguinte. 

Para quem está em São Paulo, são cerca de 270km de estrada, o mesmo para quem vem de Curitiba, pela BR 116. Portanto, uma viagem desse porte merece um bate-e-fica e é bom fazer reservas de pousadas com antecedência, se não quiser ficar na mão. 

O sol já estava se pondo quando deixamos a Administração do Parque Carlos Botelho, fazendo o mesmo percurso que fizemos para chegarmos lá. 

Para um passeio desses não esqueça: repelente, protetor solar, roupas de banho e uma boa câmera fotográfica, pois assuntos legais e paisagens bonitas você verá a todo momento. Para a motocicleta é recomendado verificar a pressão os pneus, se não há pregos enfiados na borracha, a tensão e óleo da corrente, faróis, lanternas, freios, etc.

 

CONFIRA O TRAJETO DE VOLTA 

Esperamos que esta matéria tenha servido para despertar em você o aventureiro que as vezes está escondido. Mãos à obra, ou melhor, moto na estrada. 

 

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CRÉDITOS


Texto e Edição: Marcos Duarte     

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comentários

Jornalista, advogado e editor do Portal D Moto, já foi colaborador da Revista Moto Adventure e do Portal Damas Aladas, trazendo imagens e textos dos mais diversos segmentos do motociclismo, já que pilota há mais 44 anos.

4 Comments

  1. Jorge Barbedo de Almeida disse:

    Sempre que posso acompanho os caminhos aqui demosntrados, são bons passeios. Obrigado por dividir e instruir. Abraços.

  2. carla disse:

    adorei seu diário. Quero muito fazer esse passeio com uns amigos …temos um grupo onde nos encontramos toda semana e sempre que podemos adoramos esticar até algum lugar.Obrigada pelas dicas e pela aventura da leitura.

    • Marcos Duarte disse:

      Agradecemos pelos elogios. O Portal D Moto está organizando um passeio pelo Parque Carlos Botelho, para o mês de Março. A saída será da cidade de Itu e tem como prioridade motos de 100 e 125cc (scooters, biz, cripton, dream, etc) A ideia é irmos num sábado e voltarmos no domingo, com pouso em Sete Barras.

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