Rastro da Serpente em obras compromete motociclistas

Uma das mais belas estradas do Brasil, o Rastro da Serpente, que une os Estados de São Paulo e Paraná, sofre com obras de grande porte no trecho paulista, que pode comprometer seriamente o trafego de motocicletas, principalmente as esportivas.

Portal D Moto percorreu todo seu percurso no final do mês de junho de 2017 e trouxe este vídeo para demonstrar a realidade da situação encontrada por lá.

 

Para quem parte de São Paulo em direção a Capão Bonito, onde inicia o trajeto da rota pelo lado paulista, terá autoestradas de pista dupla e com excelente segurança até esse ponto.

A partir de Capão Bonito, no trecho denominado SP 250 até de Apiaí, e no trecho a partir daí até  a cidade de Ribeira, que faz divisa com o Estado do Paraná e tem o nome de BR 478, há uma sequencia de obras e de operações SIGA/PARE, que acabam duplicando o tempo normalmente utilizado para esse percurso.

O trecho paulista abrange as cidades de Capão Bonito, Guapiara, Apiaí e Ribeira. Já o paranaense conta com as cidades de Adrianópolis, Tunas do Paraná, Bocaiuva do Sul, Colombo e, finalmente, Curitiba.

Ao contrário do que se espera de uma obra de tal magnitude, a falta de sinalização e das medidas de proteção adequadas ao longo dos trechos em reforma, tornam a estrada ainda mais perigosa se somadas com suas centenas de curvas, muitas delas ao lado de grandes desfiladeiros.

A contar do cronograma oficial proposto pelo governo do Estado, as obras deveriam estar concluídas em abril deste ano, não precisando ser expert no assunto para perceber que ainda adentrará 2018 sem que as pistas sejam entregues prontas à população.

Não serão apenas os motociclistas, fascinados por suas curvas, que apreciarão o término dessas reformas. A rota é passagem obrigatória de milhares de veículos de cargas que transitam entre os dois estados, e meio de locomoção de mais de 100mil pessoas que moram na região.

 

Enquanto as obras não terminam é de rigor que o motociclista que deseje se aventurar por essa rodovia redobre os cuidados com a segurança pessoal e com os detalhes de sua motocicleta, de modo a não encontrar inconvenientes que possam retardar ou encerrar um passeio que era para ser prazeroso.

A parte paranaense do Rastro da Serpente, a partir da cidade de Adrianópolis, continua como antes, com pista regularmente asfaltada, mas com alguns pontos mais esburacados e pequenas obras de contenção de barreiras, comuns na região serrana.

Chegando em Colombo, já na área metropolitana da Grande Curitiba, a pista é dupla, com várias faixas de rolamento em cada uma delas e com um asfalto impecável, situação essa que só vai mudar na marginal curitibana, também em reforma.

Mas, se o leitor desejar desbravar essa “Serpente” com os devidos cuidados, ainda poderá apreciar trechos de muita beleza e encantamento, mesmo nos limites do Estado de São Paulo.

Boas estradas e bons ventos aos irmãos motociclistas é o que desejamos à todos.

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CRÉDITOS


Texto e Edição: Marcos Duarte     

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comentários

3 Comments

  1. felipe juchem loureiro disse:

    Belíssima reportagem

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