N. CAMPINA = Mirante do Estreito

O ponto alto (literalmente) do nosso passeio no segundo dia em Nova Campina, foi o mirante do Estreito. Dele tivemos uma vista invejável de todo o Cânion da cidade, que dá até um friozinho na barriga.

Nova Campina

O relógio da Transalp marcava 12:00h quando deixamos o Mirante da Estrada, dando continuidade aos passeios do dia. Para chegarmos rápido em nosso novo destino, seguimos sem parar entre eucaliptos frondosos e pinheirais, cujas folhas secas, misturada com a relva, formavam um tapete sem que pudéssemos ver a cor da terra.

Nova Campina

Embora estivéssemos num lugar bastante alto, tudo lá em cima era bastante plano, o que fazia com que águas pluviais se acumulassem em muitos trechos das estradas, criando imensas poças d´água e trazendo um desafio a mais para nós,  Como o dia já estava quente, pouco nos importávamos com a lama batendo em nossas canelas em cada uma dessas situações.

Fazenda Estreito

Juliano Camargo seguia sempre a frente e em pouco tempo adentramos a Fazenda Estreito, por um atalho na porteira, rumo ao seu fantástico mirante. Mesmo já no alto subíamos mais ainda, fazendo com que as folhas dispostas no chão fossem arrojadas longe, com o impacto dos pneus e a força das motos que subiam em disparada.

Mirante do Estreito

A maior parte do trajeto até o mirante permite tranquilamente a passagem de automóveis convencionais, porém, em alguns trechos mais estreitos o caminho é tomado por vegetação rasteira e pedras, o que restringe um pouco seu uso, principalmente com excesso de peso. Nada que um bom off-road ou um pouco de cuidado não resolvam.

Mirante do Estreito

Para nós, que estávamos com motos apropriadas, nem dava para perceber as diferenças de solo, passando velozes tanto pela relva verde e folhas secas do piso, como nos trechos pedregosos do alto das escarpas, onde o mato é mais ralo ou quase inexistente. Com cuidado, calma e sem pressa, qualquer veículo pode ser usado para essa aventura.

Veja o trecho até o mirante

   


 NO MIRANTE


 

Mirante do Estreito

O fim daquele caminho desencadeou-se numa área extremamente bela e bem conservada. Uma pequena represa semi-urbanizada, rodeada de pinheiros e eucaliptos, além de uma espécie de “estacionamento” organizado, dividia o espaço com uma estrutura de alvenaria com telhas de barro, que dão suporte aos visitantes que vem para contemplarem os cânions.

Mirante do Estreito

Pelo que ficamos sabendo, o antigo proprietário daquela fazenda mandou construir toda aquela estrutura para lazer de sua família e de amigos mais chegados, mas atualmente só é utilizada esporadicamente. Mesmo assim toda área está bem cuidada, embora o espaço fique bastante isolado, dentro de uma gleba de reflorestamento.

Mirante do Estreito

A represa do lugar conta até com vertedouro, todo confeccionado em cimento e grades de ferro, que na verdade “introduz” a água na terra, fazendo-a “minar” pelas encostas a menos de 50 metros dali. Não nos fizemos de rogado e aproveitamos aquela “estância climática das alturas”, para fazer dela nossa área de “pic nick”

Mirante do Estreito

Mesmo sem a clássica toalha xadrez, desfraldamos nossas guloseimas e aproveitamos para “almoçar”. Sucos, frutas, pães com presunto e queijo, biscoitos e água serenaram nosso apetite. Nessas horas os baús da big trail serviram perfeitamente para o transporte adequado de tudo. De barriga cheia fomos conhecer melhor o lugar.

Pic nic nas alturas

  

Mirante do Estreito

Estávamos no alto de uma série imensa de paredões perfilados lado a lado. Se tivéssemos tempo suficiente (e disposição), poderíamos caminhar quilômetros a fio entre a mata, sempre em cima de algum paredão, qualquer deles com média de cem metros de altura. Cada pedra seria um novo mirante e em cada borda uma nova paisagem deslumbrante.

Mirante do Estreito

Levamos nossas motos para bem perto dos precipícios, só para sentir o ar no rosto numa altitude daquela. Impressionante a sensação de “voar” com as motos naquela altura toda. Porém, todo cuidado era pouco naquele lugar, pois o piso era de rocha escorregadia, além de bastante irregular, com muitas “crateras” e ondulações.

Mirante do Estreito

Conduzir uma motocicleta como a nossa, na beira do penhasco, é com certeza, coisa de louco… Louco por aventura, louco por adrenalina, louco por emoções. O mais difícil naquele lugar, entretanto, era controlar o enorme peso da Transalp com seus baús carregados, pelas reentrâncias da rocha, que abocanhavam parte das rodas. 

Mirante do Estreito

Enquanto estávamos lá, “pilotando” naquela altura descomunal, não tivemos nenhum tipo de “chilique” ou de “amarelão”, com medo de queda ou coisa parecida. Porém, já de volta para casa, revendo os vídeos e fotos colhidas naquela hora, deu quase para “borrar as calças” de desespero e apreensão pela ousada investida. Caramba, que perigo!

Pilotando nas nuvens

 

Mirante do Estreito

Com as motos “estacionadas” em local estratégico, junto daquelas construções de alvenaria que mais pareciam um “ponto de ônibus”, exploramos algumas rochas e mirantes que perfilavam ao nosso lado, para termos uma exata visão do desfiladeiro onde estávamos. Juliano Camargo, experimentado, foi para um lado dos paredões e nós, sob o comando dele, para o outro.

Mirante do Estreito

Essa alternância de posições nos proporcionou imagens recíprocas e de forma inédita, abrangendo toda a periferia do Mirante do Estreito. Numa das fotos é possível ver um panorama geral dos paredões, precipitando-se imponentes na floresta densa. No topo do rochedo mal se pode ver o “ponto de ônibus” e as motos, invisíveis aos nossos olhos. IMAGEM EM HD

Mirante do Estreito

Muitas das rochas, aparentemente geminadas, mantem distancias consideráveis entre si. Não se deve contar com a sorte pois, um descuido pode nos precipitar no vão delas, com pouca chance de socorro ou resgate. A ordem é ter cuidado e saber onde anda e onde pula, principalmente ao se caminhar entre as pedras mais na beira do precipício

Grand Canyon americano

Lá do alto se vê longe… muito longe mesmo. Todo o vale de Nova Campina é descortinado a nossa frente e, ao fundo, se pode ver novas chapadas com outros tantos paredões imensos, incrustados na vegetação fechada. O diferencial básico entre este nosso Cânion paulista e o Grand Canyon americano, são as árvores. Lá predomina o deserto.

Mirante do Estreito

Uma das preocupações do aventureiro, ao se aproximar das bordas dos precipícios, são as abelhas. Esses insetos usam das fendas dos paredões para fazerem suas colmeias. Em algumas épocas do ano chega a escorrer mel pelas pedras. As outras preocupações são as cobras, principalmente as cascavéis e as jararacas, além de animais maiores, viventes por lá.  

Aprendendo no Mirante

  

Mirante do Estreito

Então, todo cuidado é pouco. Ficamos entre as escarpas por quase duas horas e, maravilhados, cogitamos uma volta em breve, onde pernoitaríamos acampados. O céu noturno naquela região deve ser fantástico, podendo divisar miríades de estrelas numa noite escura e limpa!!  A volta já esta decidida e em breve nossa equipe estará novamente por lá, no Mirante do Estreito. 

Mirante do Estreito

Mas até que esse dia chegue, vamos aproveitar para curtir um pouco mais de nossa estadia nesse verdadeiro paraíso ecológico, que se chama: Nova Campina. Já passava das 15h quando deixamos a Fazenda Estreito rumo à novas aventuras. Tínhamos muito ainda para percorrer naquele dia e o fim da tarde chegava cedo nesta época de inverno.

 

ACOMPANHE AQUI TODAS AS AVENTURAS DO NOSSO PROJETO:

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 CRÉDITOS


 

FOTOS: Marcos DuarteJuliano Camargo e Galdino Júnior

VÍDEOS/EDIÇÃO: Marcos Duarte

CONSULTORES TÉCNICOS: Juliano Camargo e Galdino Júnior 

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Bibliografia de suporte: 

BLOG DO JULIANO – http://julianocamargo.blogspot.com.br/

SITE OFICIAL NOVA CAMPINAhttp://www.novacampina.sp.gov.br/

 

Agradecimentos especiais

Juliano Camargo e Galdino Júnior por toda a assistência técnica no Projeto Cânions paulistas

Sra. Marisa Bernardo de Freitas = Secretária de Cultura e Turismo de Nova Campina

Sr. Nilton Ferreira da Silva = Prefeito de Nova Campina

Aos proprietários das terras e áreas onde fizemos nossa matéria, que gentilmente autorizaram nossa entrada de forma a contribuir com a divulgação das belezas naturais de nosso país.

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Galdino e Juliano

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Jornalista, advogado e editor do Portal D Moto, já foi colaborador da Revista Moto Adventure e do Portal Damas Aladas, trazendo imagens e textos dos mais diversos segmentos do motociclismo, já que pilota há mais 44 anos.

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