CITY TOUR = Pelotas/RS

Pelotas é o nome da vez aqui em nosso City Tour por terras brasileiras. A terceira maior cidade gaúcha em população, tem encantos que fazem dela uma das capitais regionais do Brasil e que não deixamos de aproveitar.

Com mais de 350mil habitantes, 90% deles vivendo em área urbana, a cidade parece uma grande metrópole, com muitos arranha-céus, grandes avenidas apinhadas de veículos e uma infraestrutura de fazer inveja. E tem mais, com uma praia calma de água doce em toda sua extensão leste.

Mas nem só com praia convive o pelotense. A cidade também está localizada nas margens do Canal São Gonçalo, que faz a ligação entre a Lagoa dos Patos com a Lagoa Mirim, essa última a segunda maior do Brasil, fazendo divisa com o Uruguai.

Para se chegar em Pelotas não há muito o que errar. Ela é uma das últimas cidades do Brasil para quem viaja pela BR-116, 260kms depois de Porto Alegre e não precisando de qualquer via de acesso extra, já que a BR passa “na porta”.

Não há brasileiro que não tenha ao menos ouvido falar de Pelotas e a história nos dá conta que nos tempos passados era de lá que chegava toda a produção de charque do país, e não do nordeste como muitos de nós acreditávamos.

Cenário do filme “O tempo e o vento”, muitos outros foram rodados em suas terras e não é para menos que três emissoras de televisão estão hoje sediadas no município, dividindo espeço com teatros, mais de vinte museus (isso mesmo), dois jornais, aeroporto e um porto flúvio-lacustre.

Os primeiros moradores chegaram por volta de 1763 fugindo a invasão espanhola no continente e, anos depois, chegaram os retirantes da Colônia do Sacramento, entregue pelos portugueses aos espanhóis no Tratado de Santo Idelfonso, em 1777.

A cidade está sediada numa imensa planície costeira com altitude média de 7 metros acima do nível do mar, sem que daí possamos divisar quaisquer montanhas nos arredores, que só despontam no sul do estado, mesmo assim com altitudes moderadas, conhecidas como coxilhas.

O município detém parte de sua área na região intitulada Serras de Sudeste, onde a altitude é bem mais elevada em relação a sede do município, mas nada exagerado para que se dê uma real ideia daquilo que entendemos como Serra.

Nessa parte quase despovoada de Pelotas está sua zona rural, onde há o cultivo do pêssego, do arroz e do fumo, dividindo espaço com a pecuária bovina que faz do sul do país um de seus principais produtores.

Estivemos em Pelotas em pleno inverno com temperatura extremamente baixa, mas não constatamos em nossa viagem a ocorrência de geadas, embora tivéssemos notícias de nevoeiros pela manhã, quando ainda não tínhamos chegado. E não é para menos, pois, segundo consta, Pelotas é a segunda cidade mais úmida do mundo, só perdendo o título para Londres.

Embora quase no extremo sul do país a ocorrência de neve na região é muito rara, tendo acontecido poucas vezes nas últimas décadas, com sua temperatura mais baixa registrada em agosto de 1955 (-3,4º)

A cidade tem alguns balneários, mas o mais bonito é o da Praia do Laranjal que dista cerca de 13km do centro da cidade. Com uma infraestrutura típica praiana, ostentando lojas de produtos esportivos e de lazer, restaurantes, quiosques e estacionamentos gigantescos ao longo a orla, não tivemos desculpas para não nos ocuparmos com o merecido descanso.

Evidentemente escolhemos a Praia do Laranjal para nosso momento de lazer em Pelotas e lá ficamos até o anoitecer, já que aí terminaria a primeira etapa do nosso Projeto Abraçando a Lagoa dos Patos.

A oportunidade veio e perdermos a oportunidade para curtir a cidade também durante a noite, aproveitando tudo que ela tinha a nos oferecer e, convenhamos, era realmente muito. Como de costume nos acomodamos nas imediações do centro da cidade pela facilidade de acesso aos seus points mais famosos.

Estando no sul o melhor é fazermos como os gaúchos tchê. Uma churrascaria selou nossa primeira noite ao lado da Lagoa dos patos, regado a um bom vinho da Serra de Bento Gonçalves.

O tempo passou ligeiro e a aventura estava ainda longe de terminar. Por isso cuidamos de não nos estendermos demais nas comemorações e tratamos de nos recolher logo antes das doze badaladas noturnas, afinal na manhã seguinte daríamos início ao trajeto de retorno pelo lado oriental da grande lagoa, percorrendo a BR-101 num verdadeiro “istmo” entre ela e o Oceano Atlântico

A noite permanecia fria, mas o céu estrelado convidava-nos ao sono repousante que entendíamos devido naquele dia.


Acompanhe todo o percurso em volta da Grande Lagoa e nas cidades que por ela são banhadas, nos links abaixo relacionados.

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Texto e Edição: Marcos Duarte     

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Jornalista, advogado e editor do Portal D Moto, já foi colaborador da Revista Moto Adventure e do Portal Damas Aladas, trazendo imagens e textos dos mais diversos segmentos do motociclismo, já que pilota há mais 44 anos.

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